quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Quando Fui Convidado Para Me Associar ao Império Illuminati


Um post para mostrar que de vez em quando é bom checar a caixa de spams no e-mail a fim de dar umas gargalhadas.

“Junte-se aos Illuminati!

Saudações do império da elite mundial Illuminati.

Trazendo os pobres, os necessitados e os talentosos para o holofote da fama, riqueza, poderes e segurança. Seja reconhecido em seus negócios, raça, prática, chegue ao topo em tudo o que fizer, seja protegido espiritual e fisicamente! Tudo isso você alcançará em um piscar de olhos quando for iniciado no grande Império Illuminati. Assim que for iniciado no Império Illuminati, você receberá diversos benefícios, como conhecimento, conexões e também um benefício em dinheiro de doação instantânea de US$ 1,5 milhão como uma recompensa por sua associação com a irmandade Illuminati.

Nota: esta mensagem de e-mail foi criada unicamente para o propósito de nosso esquema de recrutamento que terminará no próximo mês e esta oferta é apenas para alguns únicos. Se você não leva a sério a adesão ao império Illuminati, então é aconselhável não nos contatar em tudo. Isso ocorre porque a deslealdade é altamente não tolerada aqui em nossa organização.

Você concorda em ser um membro da nova ordem mundial Illuminati? Se sim, então por favor, responda-nos em nosso e-mail de recrutamento direto. Por favor, certifique-se de que todas as suas respostas sejam enviadas diretamente para o e-mail indicado.

Nota: alguns provedores de e-mail colocam incorretamente as mensagens oficiais dos Illuminati em suas pastas de spam/lixo ou promoção. Isso pode desviar e excluir nossas respostas aos seus e-mails.

Os Illuminati”

sábado, 2 de outubro de 2021

Colocando Leituras em Dia

No último post que escrevi, falando sobre alguns livros de literatura policial, comentei que ler estava sendo algo difícil de fazer desde meados do ano passado. Seja pelas distrações que se tem em casa ou pela sensação ruim de confinamento durante a pandemia (situação que me impossibilitou de fazer coisas que gosto, como por exemplo ler no transporte público), ter vontade de pegar um livro e se concentrar nele parecia o equivalente a escalar o Monte Everest. 

Pois bem. Não sei dizer se foi a terapia, se foi o fato de minha amiga Mila Marcet ter começado a falar sobre livros no Instagram (me incentivando por tabela) ou se foi alguma empolgação com o último post. Mas aparentemente o foco na leitura retornou nos últimos dias, o que fez eu finalmente encerrar O Iluminado e ainda ler em poucos dias o thriller A Garota do Lago, de Charlie Donlea.

E quando digo “finalmente” encerrar O Iluminado, é finalmente mesmo. Afinal, as dificuldades que citei anteriormente fizeram com que eu levasse mais de um ano para terminar a obra clássica de Stephen King, mesmo ela ficando longe de ser uma leitura ruim. Aqui vemos a história de Jack Torrance, escritor e ex-professor que começa um trabalho como zelador no Overlook Hotel no período de inverno, quando o lugar fica inabitado. Tendo apenas a companhia de sua esposa Wendy e do filho pequeno deles Danny, cujas misteriosas habilidades psíquicas o tornam alguém chamado de “iluminado”, Jack aos poucos descobre o passado assustador do Overlook, cujos fantasmas passam a influencia-lo da pior maneira possível e a amedrontar sua família.

Stephen King pode até perder um pouco a noção do ridículo em alguns momentos (admito que ri quando arbustos em forma de animais começam a ganhar vida e atacar os personagens), mas no geral concebe uma narrativa que raramente dá espaço para que nos sintamos tranquilos quanto a seu desenrolar. E elementos não faltam para causar essa inquietação. Além da inospitalidade do Overlook e seus fantasmas, temos também um protagonista alcóolatra e instável, contribuindo para a imprevisibilidade da trama (e isso vale mesmo para quem, como eu, assistiu o clássico filme de Stanley Kubrick, já que o diretor modificou vários rumos da história). Stephen King concebe tudo isso enquanto desenvolve personagens interessantes, e nosso envolvimento com eles potencializa o terror ali presente.

A Garota do Lago se revelou uma experiência frustrante. Como já falei, literatura policial em geral é o tipo de história que mais gosto de ler, mas Charlie Donlea mostra-se disposto a encher sua trama com o que há de pior no gênero. A trama basicamente mostra o assassinato da jovem estudante Becka Eckersley na pequena cidade de Summit Lake, um caso que choca as autoridades locais que nunca viram um homicídio ser cometido por ali. É então que conhecemos a jornalista Kelsey Castle, que é enviada para a cidade com o objetivo de investigar o ocorrido e escrever um artigo para a revista na qual trabalha, podendo no processo cicatrizar um trauma recente que sofreu.

Charlie Donlea estrutura o livro de forma a intercalar duas linhas temporais, uma focada em como vinha sendo a vida de Becka antes do assassinato e outra que mostra a investigação feita por Kelsey. Somando isso aos capítulos curtos e que terminam quase sempre em pequenos ganchos, o autor faz A Garota do Lago ser uma leitura difícil de largar, por mais que não traga nada de particularmente memorável. Porém, a barca de Donlea começa a afundar feio quando ele finalmente começa a solucionar os mistérios do livro, já que a partir daí ele mostra não ter sido muito honesto com o leitor durante o desenvolvimento da trama. É normal que uma história de mistério tente surpreender e pregar peças em quem a lê, o que é até prazeroso quando isso é feito de um jeito sutil, inteligente e coerente. Mas definitivamente não é assim que Donlea conduz as peças de seu quebra-cabeça, estabelecendo detalhes que servem apenas para nos enganar de maneira profundamente irritante.

De qualquer forma, devo dizer que fico feliz que o livro ao menos tenha me ajudado a retomar o ritmo de leitura. E espero conseguir não só manter os livros em dia, mas também comentar mais alguns deles futuramente aqui na minha Caixa de Sucata.

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Crimes e Investigações: Uma Dose de Literatura Policial

Quando criei esta Caixa de Sucata, o objetivo era ter um lugar em que eu pudesse escrever sobre qualquer coisa, sendo que uma das principais ideias era poder comentar alguns dos livros que leio. Com exceção de algumas histórias em quadrinhos, porém, isso foi algo que infelizmente não cheguei a fazer em momento algum desde que lancei este espaço no ano passado. O principal motivo para isso é a dificuldade que tenho tido de simplesmente focar, algo que nesses tempos de pandemia tem sido um grande problema (isso quando minha vontade não me direciona para outras atividades de lazer).

Mas mesmo com essa dificuldade, fiquei com vontade de escrever um pouco sobre alguns livros que gosto. Mais especificamente livros de thrillers policiais, gênero pelo qual tenho total adoração e que é o meu favorito. O que vocês lerão a seguir não se trata de uma lista de melhores obras do gênero, até porque ainda tenho muitos clássicos para ler antes de pensar em fazer uma lista desse tipo. Mas são livros que me empolgaram com as habilidades de seus escritores para criar tramas intrigantes.

O Assassinato de Roger Ackroyd, de Agatha Christie:

Agatha Christie é a minha escritora favorita. E O Assassinato de Roger Ackroyd é, por sua vez, meu livro favorito dentre os que foram escritos por ela. Aqui a escritora britânica constrói com elegância uma investigação envolvente, além de trazer aquela que na minha humilde opinião é sua melhor reviravolta. Narrado todo em primeira pessoa, o livro traz o grande Hercule Poirot saindo da aposentadoria a fim de investigar o assassinato de seu amigo Roger Ackroyd, tendo para isso o auxílio do Dr. James Sheppard, o narrador da história. E é melhor nem dar mais detalhes, já que uma das coisas mais divertidas dos livros de Agatha Christie é exatamente ver Poirot e outros personagens seguindo pistas, questionando tudo e todos, se deparando com grandes revelações e chegando finalmente a grande conclusão.

O Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris:

Segundo livro que Thomas Harris escreveu usando o canibal Hannibal Lecter como personagem central, O Silêncio dos Inocentes talvez seja mais conhecido pela adaptação cinematográfica lançada em 1991 (uma verdadeira obra-prima e que venceu cinco Oscars, incluindo Melhor Filme). Mas é bom lembrar que o livro original em si também é uma narrativa policial da mais excelente qualidade, colocando o leitor junto da jovem agente Clarice Starling, que recebe a tarefa de contatar Hannibal Lecter na prisão para que ele auxilie o FBI a capturar o serial killer Buffalo Bill. Thomas Harris concebe não só uma trama policial difícil de largar, mas também personagens absolutamente fantásticos, com os momentos de interrogatório entre Starling e Lecter parecendo um jogo de xadrez psicológico.

Apelo às Trevas, de Dennis Lehane:

Se Agatha Christie é minha escritora predileta, Dennis Lehane vem logo atrás. Nativo da cidade de Boston, onde situa quase todas suas histórias, o escritor é mais conhecido por Sobre Meninos e Lobos, Ilha do Medo (ambos renderam filmes brilhantes pelas mãos de Clint Eastwood e Martin Scorsese) e a série de livros protagonizada pelos detetives particulares Patrick Kenzie e Angela Gennaro, da qual este Apelo às Trevas faz parte. Aqui, Kenzie e Gennaro são contratados por uma psiquiatra para proteger ela e seu filho, além de tentar descobrir por que e por quem eles estão sendo ameaçados. E aos poucos nos vemos envolvidos numa história muito maior que o imaginado inicialmente, com Patrick e Angela se deparando com um mundo que impressiona por sua sujeira, imoralidade e brutalidade, algo que Lehane sintetiza muito bem na figura do vilão. Dito isso, posso até estar colocando apenas Apelo às Trevas nessa pequena lista, mas recomendo muito a série Kenzie/Gennaro como um todo.

Bom Dia, Verônica, de Raphael Montes e Ilana Casoy:

Bom Dia, Verônica foi lançado em 2016 como o primeiro livro da escritora Andrea Killmore. Na época já era sabido que se tratava de um pseudônimo, mas apenas em 2019 foi revelado que Raphael Montes e Ilana Casoy eram os responsáveis pelo livro. E que livro! A história é centrada na escrivã Verônica Torres, que resolve provar seu valor como investigadora ao encarar sozinha dois casos envolvendo violência contra mulheres e que estavam sendo deixados de lado na delegacia onde trabalha em São Paulo, casos estes que são capazes de revoltar e chocar em medidas iguais. Partindo disso, a obra de Montes e Casoy guia o leitor por uma narrativa muito bem amarrada, com Verônica se mostrando uma protagonista interessantíssima, não só por sua visão de mundo e sede de justiça, mas também porque sua falta de experiência como investigadora a deixa mais propensa a cometer equívocos, que por sua vez a tornam mais humana. Recentemente o livro foi adaptado pela dupla de autores como uma série na Netflix, e vale dizer que a produção faz jus ao ótimo material original.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Level 2.9 Unlocked!

 

“Sabendo que ainda tenho uma longa jornada a percorrer e muitos objetivos a alcançar, dou boas-vindas ao Toco 2.8, e desejo a ele sorte para se manter em um bom caminho. E, se possível, espero que ele tenha um texto mais bem escrito quando a versão 2.9 chegar daqui a um ano.”

Foi assim que encerrei o texto que escrevi ano passado, quando completei 28 voltas ao redor do Sol. Achei curioso reler isso considerando que esse ano eu não escrevi nada quando o dia chegou. Muito por não estar lá muito inspirado. Mas na última terça-feira, dia 07 de setembro, enquanto alguns dementes saíam às ruas, eu cheguei ao nível 2.9 do jogo da vida. E se estou escrevendo algo agora não é para marcar a ocasião, mas sim para agradecer aos amigos, já que fui alvejado por mensagens de carinho como nunca fui antes.

Não que isso não acontecesse em anos anteriores. Mas dessa vez as mensagens foram mais numerosas e meus amigos se superaram. Tivemos mensagens de texto, tivemos mensagens de áudio, tivemos ligações e tivemos até mesmo vídeo cantando Happy Birthday (enquanto se dança funk, vale ressaltar). Posso não ter tido contato físico com nenhum deles, já que novamente comemorei meu aniversário em casa apenas com a minha família, mas ainda assim me senti abraçado. Não sei se mereço tanto, porém isso rende um sentimento bom, feliz.

Nem sempre acontece de eu ter um bom dia, sem estresses, mantendo um bom humor e podendo simplesmente me sentir de bem com a vida. Mas este 07 de setembro foi um desses bons dias e agradeço a todos que ajudaram nisso.

Que venham os 30.

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Saudade

Conversando com uma amiga recentemente, concluí que a melhor palavra (ou uma das melhores palavras) pra definir os últimos meses é “saudade”. Talvez esse seja o maior efeito que a atual pandemia provocou em mim, em um nível puramente pessoal.

Tenho saudade dos meus amigos e de visita-los sempre que possível.

Saudade de sair com eles por aí para beber e jogar conversa fora.

Saudade de ir ao cinema e passar o dia por lá, assistindo a três ou quatro filmes quando a programação permite. Aliás, saudades até do cheiro de pipoca que domina a entrada das salas, de tropeçar na escadaria enquanto procuro meu lugar e de ficar indignado com pessoas mexendo no celular durante a sessão.

Saudade de ir a uma cabine de imprensa e falar com meus colegas críticos de cinema.

Saudade de pegar uma cerveja numa barraquinha da Avenida Padre Cacique e ir bebendo a caminho do Beira-Rio, onde encontraria amigos para mais um jogo do Colorado (o momento do time pode não ser dos melhores, mas nós certamente ainda estaríamos lá dando uma força).

Saudade de ir a lugares como a Twin Video e a Zero Distribuidora, onde sempre encontro DVDs e blu-rays para agregar a minha querida coleção de filmes.

Saudade de pegar transporte público (ônibus, trem, lotação, o que for) e ir lendo algum livro até chegar ao meu destino.

Saudade de poder passear pelo Brique da Redenção.

Saudade da Feira do Livro de Porto Alegre, que possivelmente é o único evento que faz eu gostar de andar no meio de uma grande aglomeração de pessoas.

Saudade de ficar em casa por opção.

Enfim... Saudade. E espero que em breve seja possível suprir ao menos um pouco a falta que sinto de tudo isso.

E você, do que tem saudade?

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Vacinado

Foram pouco mais de 500 dias de espera. Um período de tempo marcado por muitos momentos de inferno astral e solidão, articulados em um constante sentimento de inutilidade, coisas que foram (e ainda estão sendo) combatidas por várias chamadas de vídeo com amigos, além de horas e horas gastas com jogos no computador. Isso quando não há obrigações para serem cumpridas. Mais de 500 dias, mas finalmente tomei a primeira dose da vacina para virar jac... Digo, vacina contra covid-19.

Claro, isso não quer dizer que automaticamente a pandemia se encerrou e, portanto, posso voltar a fazer tudo o que amo e que precisei deixar para trás há um ano e meio. Ainda há um longo caminho a ser percorrido. Mas mesmo que este tenha sido apenas o primeiro round, a sensação de alívio foi inevitável. Espero que seja um sinal de que o pesadelo está chegando ao fim.

E para não perder a chance ou o hábito, eis um poema.


Foi numa manhã de quarta-feira que acordei

Obstinado a ir até a vacina com a qual sonhei

Reencontrei na fila o grande Yuri

Amigo, nossos papos não há tédio que segure

 

Glorioso

E marcante foi o sentimento

No instante em que a vacina

Ostentou seu fundamento

Celebro assim o

Início do fim

Diante disso já aviso

“Aqui não, seu vírus maldito!”

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Sonho Bizarro de uma Noite de Outono


Nem sempre tenho sonhos bizarros. Mas quando tenho, eles são lembrados em detalhes quando acordo. E às vezes podem ser compartilhados, como neste caso que ocorreu essa semana.

Eu estava na casa de um amigo como faria em qualquer outro momento não-pandêmico. Lá, por algum motivo, ele resolveu me dar os filmes que ele tinha para que eu pudesse incrementar minha coleção (para quem não sabe, eu tenho uma coleção de filmes em casa e talvez um dia eu escreva sobre isso). Entre os filmes estavam os blu-rays de Aladdin e os 40 Ladrões e A Nova Onda do Imperador, famosas animações da Disney que são dificílimas de encontrar no mercado de home video hoje em dia.

Foi então que resolvemos assistir a algum filme. Para isso, fomos até uma locadora. Isso mesmo, nada de Netflix (saudades de ir a uma locadora, aliás). Escolhemos dois filmes, sendo que um deles, por algum motivo, foi Esqueceram de Mim 2. A partir daí, os detalhes do sonho ficaram bizarros além da conta e é possível que talvez eu tenha tido dois sonhos e os misturei em um só na minha mente. O que lembro é que quando fui assistir a um dos filmes, repentinamente me vi em uma sala de cinema com várias outras pessoas e meu amigo havia sumido. Mas na hora não estranhei nada e procurei aproveitar o filme que era projetado na tela.

O filme, aliás, parecia ter um tema político e trazia Tom Cruise no elenco, interpretando um personagem bem parrudo e que visualmente lembrava o produtor Les Grossman, seu papel na comédia Trovão Tropical. A diferença, porém, foi que em determinado momento Cruise começou a tirar toda a maquiagem e enchimentos que o deixavam com aquele visual. Foi então que algumas pessoas que haviam se atrasado para a sessão começaram a entrar no local e alguém ali dentro ficava acendendo as luzes para ajuda-las. E como isso estava acontecendo com frequência, o projecionista parou o filme. Quando olhei para trás para checar a situação, me vi não em uma sala de cinema, mas sim em uma sala de aula com várias pessoas. A tela do cinema deu lugar a uma TV de tubo e o filme estava sendo rodado em um aparelho de DVD.

Mas como o filme havia sido interrompido, a TV estava sem sinal. Foi quando a professora ou diretora que estava na sala me chamou para tentar dar um jeito no problema, já que eu aparentemente era craque em consertar TVs sem sinal. Ao me aproximar, pude notar um áudio saindo direto do aparelho de DVD. Um áudio que concluí ser do Jornal Nacional. Apesar de não lembrar das palavras que estavam sendo faladas, lembro que William Bonner estava dando alguma notícia sobre o governo. Mas creio que não era nada muito animador.

Ao tirar o aparelho de DVD da tomada, uma fumaça começou a sair dele. Não deveria ser surpreendente, já que eu não sabia consertar nada mesmo. Mas imediatamente comecei a me preocupar com o disco que estava dentro do aparelho. “Vai estragar e vou ter que comprar o filme da locadora pra ela não ter prejuízo”, já imaginei. Como se a situação não pudesse piorar, quando olhei novamente para o aparelho ele estava em chamas e a professora usava um extintor para apagar o pequeno incêndio.

Após esse breve momento caótico, me vi de volta a minha casa, apesar de esta parecer mais o apartamento onde vivi com a minha avó durante muitos anos. Ali resolvi conferir os filmes que eu havia ganho do meu amigo. Ao abrir o estojo de Aladdin e os 40 Ladrões, me deparei com um disco quebrado, partido no meio.

Pelo visto, nesse sonho em específico, desgraça pouca era bobagem.